sábado, 21 de agosto de 2010

depoimento de um cigarro

Meu nome é cigarro, as vezes me chamam de tabaco, mas você pode me chamar como quiser.
Eu nasci em uma grande fazenda bem longe da cidade na américa central no século IX, no cachimbos feitos de bambu. No começo ninguém me queria por perto, mas agora sou irresistível, quando as pessoas me usam não conseguem mas me largar.
 Nunca ando sozinho, tenho em minha companhia mais de 4.000 toxinas, mas não gosto de todas elas não, existem umas que viciam, a minha melhor amiga é a nicotina, grande amiga. Costumo andar com acetona, formol, veneno para rato entre outros. Meus amigos saem toda a noite, eu nunca me atrevi a sair como eles fazem, mas eles ja me disseram que eles fazem uma zorra total.
Certa vez eles foram numa balada e me disseram que causaram câncer na faringe um dos locais que eles mais gostam de causar, mas eles não pararam por ai não, disseram pra mim que causaram até um câncer no pulmão, os outros só conseguiram amarelar os dentes, dar mal hálito e fatiga, mas chega de falar deles, a maioria das pessoas nem sabe que eles existem, então, quando eu nasci ninguém me aceitava, mas mesmo assim causou uma repercussão tremenda, depois de um tempo sai em todos os jornais, até quiseram investir milhões no começo em minha pessoa, mas eles pensaram que não ia ser tão vantajoso no momento, mas depois de um tempo sobraram empresários para investir em mim. Por volta de 1830 adivinham onde eu fui para? Lá na França, foi muito legal, até ganhei um apelido que me chamam até hoje, de cigarette, e na Espanha em 1833 de cigarrillo e cigarrito, mas eu só ganhei popularidade mesmo no século XX, espalhei minha fama dentro de cada familia que existia no mundo e hoje aqui estou falando com todos vocês. Durante todo a minha vida aprendi que saude é besteira, que precisa dela, não serve pra nada, agora ninguem pode negar que um cigarrinho acompanhado de um belo café não dá pra negar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário